Fantasia é coisa séria e não apenas um “escapismo infantil”! Não sou eu que estou dizendo, mas sim o autor considerado o pai da fantasia moderna, JRR Tolkien. Além de escrever obras que marcaram gerações, ele também estabeleceu alguns padrões que até hoje constroem o gênero:
- uso de mapas;
- jornadas heroicas;
- execução de um universo alternativo;
- conflito entre bem e mal;
- criação de um contexto histórico complexo;
- uma linguagem própria;
- implementação de elementos como féricos, orcs e personagens não humanos.
Mas afinal: o que é a literatura de fantasia? Em termos simples, é um gênero que se dedica a criar mundos imaginários, com seres ou acontecimentos impossíveis perante a lógica do mundo real, mas tratados como naturais dentro da narrativa – como o leão e os castores falantes em As Crônicas de Nárnia.
Não obstante aos infinitos cenários que podem ser criados, existem pelo menos 20 subgêneros conhecidos de fantasia. À medida que este gênero se mescla a outro, como romance ou terror, uma subcategoria é criada. Conheça algumas delas aqui:
Alta fantasia
Também conhecido como fantasia épica, é a versão mais “clássica” do gênero, em que o universo criado é completamente imaginário, com linguagem, estruturas, história e mitologias próprias. Se você pensou diretamente em Tolkien, é exatamente isso: O Senhor dos Anéis, a Terra Média, e toda a criação do autor são as referências ideais de alta fantasia, afinal, foi o próprio quem traçou os padrões de mundos fantásticos.
Baixa fantasia
Este subgênero é igualmente conhecido como fantasia urbana. Isso quer dizer que a narrativa se passa em um mundo fictício e fantástico, mas que tem características semelhantes ao nosso, usualmente cidades modernas e não cenários épicos. Em geral, os personagens são pessoas comuns, sem poderes sobrenaturais, mas que aprendem a lidar e manipular o oculto.
Romantasia (romantasy)
Muitíssimo popular entre os leitores, é a versão da fantasia em que o romance desempenha um papel super importante, sendo o elemento principal do enredo. Para a romantasia, o mundo fantástico pode ser tanto urbano quanto épico, entre féricos ou humanos, o fator mais importante é que tenha elementos mágicos cercando um romance central.
Fantasia sombria (dark fantasy)
Neste subgênero, o universo fantástico se mescla com a literatura sombria de terror. A prioridade nessas obras é o peso dramático do enredo, envolvendo cenas mais cruéis, personagens mais controversos e uma jornada do herói onde a moralidade de ambas as partes podem ser questionadas. É comum que uma dark fantasy se ambienta em uma sociedade moderna, com sistemas políticos corrompidos e um uso duvidoso da magia, mas ainda assim, trave uma batalha de bem contra o mal.
Leia Sangue Sobre Bright Heaven (Blood Over Bright Heaven)

Publicado pela Editora Jangada no Brasil, a fantasia urbana e sombria narra a história de Sciona, uma jovem que é a primeira mulher a ser aprovada na Alta Magistratura da Universidade de Magia e Indústria. No entanto, o triunfo é ameaçado pela sabotagem de seus colegas, que a relegam ao laboratório mais desprestigiado sob a assistência de Thomil, um funcionário tratado como invisível. O que ninguém suspeita é que Thomil, um antigo caçador nômade, guarda as cicatrizes de um povo dizimado e busca respostas sobre as forças que destruíram sua terra natal.
Unidos por uma aliança frágil, a maga e o forasteiro tropeçam em um segredo ancestral que sustenta o sistema mágico da cidade e ameaça o destino de toda a civilização. Perfeito para entusiastas de tramas políticas complexas, este livro apresenta um sistema de magia intrincado onde a verdade exige sacrifícios inimagináveis. Enfrente uma jornada sobre ambição, privilégio e as verdades dolorosas ocultas sob a superfície do progresso.

Deixe uma resposta