Oráculo Literário

Blog do Grupo Editorial Pensamento

  • Você acorda de manhã e, em poucos minutos, sente que sua mente já está operando em alta velocidade. Há uma lista interminável de tarefas pendentes, decisões acumuladas e, no meio de tudo isso, você ainda se perde rolando o feed entre tomar café, colocar as meias e calçar os sapatos. E no feed, todo mundo parece estar dando conta… menos você e sua vida vinte vezes mais estressante. 

    Se você se identifica com esse cenário, é muito provável que você passe os dias acompanhada por um inquilino que mora de graça na sua cabeça: a frase “Por que você não…?”.

    • “Por que você não presta atenção?”
    • “Por que você não termina o que começa?”
    • “Por que você não se organiza?”

    A verdade que ninguém te contou é que não é você quem está com algum defeito, mas ele funciona de um jeito diferente. E é exatamente sobre essa realidade caoticamente silenciosa que Shanna Pearson abraça em seu novo livro, “TDAH Invisível em Mulheres”.

    A hiperatividade que ninguém vê

    Quando pensamos em Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), a imagem clássica que vem à mente é a daquele menino barulhento na sala de aula da infância, o famoso “parece que tem formiga na cadeira”. Por chamarem tanto a atenção, os meninos são levados ainda cedo para serem “consertados” e assim recebem o diagnóstico logo na infância. 

    Com mulheres, o processo é oposto. Por fatores de construção social já conhecidos, meninas são incentivadas a serem quietas e comportadas, e neste caso, o silêncio impera, mas a mente vagueia, longe das atividades e obrigações exigidas no sistema escolar. A dificuldade em concluir as tarefas está posta, mas por serem silenciosas, ninguém nota, as dificuldades são camufladas. 

    Isso acontece porque, nas mulheres, a hiperatividade é predominantemente interna. O caos não está nos seus movimentos físicos, mas sim em um cérebro que tem uma enorme dificuldade biológica de compartimentalizar. Sem conseguir separar os pensamentos, tudo ganha o mesmo peso e a mesma urgência ao mesmo tempo, gerando uma paralisia constante por sobrecarga.

    O diagnóstico tardio e o labirinto corporativo

    Muitas mulheres descobrem o TDAH apenas na idade adulta — aos 30, 40 ou até 50 anos — após colapsarem por exaustão mental ou burnout. Até chegar lá, a falta de respostas faz com que os sintomas emocionais do transtorno sejam negligenciados como “instabilidade” ou “TPM exagerada”, resultando frequentemente em diagnósticos errados de ansiedade crônica e depressão.

    No mercado de trabalho, esse sofrimento é mascarado pelo esforço e hipervigilância constantes. Mulheres brilhantes gastam o triplo da energia de um profissional neurotípico para manter o básico funcionando, vivendo sob o medo constante de serem demitidas ou desmascaradas como uma fraude, a clássica síndrome da impostora.

    Por que este livro é diferente?

    Se você já acumulou uma pilha de informações gratuitas na internet ou posts de redes sociais salvos na sua pasta e nada mudou na sua rotina, Shanna Pearson explica o motivo: o conhecimento teórico não se sustenta sem implementação prática.

    Como fundadora da Expert ADHD Coaching, a autora defende que, embora a medicação seja uma ferramenta necessária para auxiliar no foco, ela sozinha não ensina hábitos. Se o filtro do seu cérebro está “de folga”, o remédio pode fazer você passar cinco horas focada na distração.

    A base do livro é a metodologia “Ação em Primeiro Lugar” (Action-first). Em vez de tentar mudar seus pensamentos positivos à força com uma mente acelerada (o que é quase impossível), você muda suas ações mecânicas. São as suas ações que geram novos resultados, e são esses resultados que mudam o que você pensa sobre si mesma.

    Está pronta para parar de lutar contra o seu cérebro e começar a usá-lo a seu favor?

    “TDAH Invisível em Mulheres”, de Shanna Pearson, já está disponível nas principais livrarias e plataformas digitais.

  • Do épico ao sombrio: conheça os principais subgêneros da fantasia

    Fantasia é coisa séria e não apenas um “escapismo infantil”! Não sou eu que estou dizendo, mas sim o autor considerado o pai da fantasia moderna, JRR Tolkien. Além de escrever obras que marcaram gerações, ele também estabeleceu alguns padrões que até hoje constroem o gênero: 

    • uso de mapas;
    • jornadas heroicas;
    • execução de um universo alternativo;
    • conflito entre bem e mal;
    • criação de um contexto histórico complexo;
    • uma linguagem própria;
    • implementação de elementos como féricos, orcs e personagens não humanos.

    Mas afinal: o que é a literatura de fantasia? Em termos simples, é um gênero que se dedica a criar mundos imaginários, com seres ou acontecimentos impossíveis perante a lógica do mundo real, mas tratados como naturais dentro da narrativa – como o leão e os castores falantes em As Crônicas de Nárnia.  

    Não obstante aos infinitos cenários que podem ser criados, existem pelo menos 20 subgêneros conhecidos de fantasia. À medida que este gênero se mescla a outro, como romance ou terror, uma subcategoria é criada. Conheça algumas delas aqui:

    Alta fantasia

    Também conhecido como fantasia épica, é a versão mais “clássica” do gênero, em que o universo criado é completamente imaginário, com linguagem, estruturas, história e mitologias próprias. Se você pensou diretamente em Tolkien, é exatamente isso: O Senhor dos Anéis, a Terra Média, e toda a criação do autor são as referências ideais de alta fantasia, afinal, foi o próprio quem traçou os padrões de mundos fantásticos.

    Baixa fantasia

    Este subgênero é igualmente conhecido como fantasia urbana. Isso quer dizer que a narrativa se passa em um mundo fictício e fantástico, mas que tem características semelhantes ao nosso, usualmente cidades modernas e não cenários épicos. Em geral, os personagens são pessoas comuns, sem poderes sobrenaturais, mas que aprendem a lidar e manipular o oculto.

    Romantasia (romantasy)

    Muitíssimo popular entre os leitores, é a versão da fantasia em que o romance desempenha um papel super importante, sendo o elemento principal do enredo. Para a romantasia, o mundo fantástico pode ser tanto urbano quanto épico, entre féricos ou humanos, o fator mais importante é que tenha elementos mágicos cercando um romance central.

    Fantasia sombria (dark fantasy)

    Neste subgênero, o universo fantástico se mescla com a literatura sombria de terror. A prioridade nessas obras é o peso dramático do enredo, envolvendo cenas mais cruéis, personagens mais controversos e uma jornada do herói onde a moralidade de ambas as partes podem ser questionadas. É comum que uma dark fantasy se ambienta em uma sociedade moderna, com sistemas políticos corrompidos e um uso duvidoso da magia, mas ainda assim, trave uma batalha de bem contra o mal.

    Leia Sangue Sobre Bright Heaven (Blood Over Bright Heaven)

    Publicado pela Editora Jangada no Brasil, a fantasia urbana e sombria narra a história de Sciona, uma jovem que é a primeira mulher a ser aprovada na Alta Magistratura da Universidade de Magia e Indústria. No entanto, o triunfo é ameaçado pela sabotagem de seus colegas, que a relegam ao laboratório mais desprestigiado sob a assistência de Thomil, um funcionário tratado como invisível. O que ninguém suspeita é que Thomil, um antigo caçador nômade, guarda as cicatrizes de um povo dizimado e busca respostas sobre as forças que destruíram sua terra natal.  

    Unidos por uma aliança frágil, a maga e o forasteiro tropeçam em um segredo ancestral que sustenta o sistema mágico da cidade e ameaça o destino de toda a civilização. Perfeito para entusiastas de tramas políticas complexas, este livro apresenta um sistema de magia intrincado onde a verdade exige sacrifícios inimagináveis. Enfrente uma jornada sobre ambição, privilégio e as verdades dolorosas ocultas sob a superfície do progresso.